Do gol ao culto
Desisti de falar sobre o caso ontem, mas Juca Kfouri tocou no assunto na sua coluna de hoje na "Folha": a confusão entre futebol e religião na seleção.
As fés, os credos e as religiões devem ser respeitadas. Mas causa uma certa irritação ver o Felipe Melo, a cada vez que encontra uma câmara de TV, dizer "glória a jesus" ou algo semelhante. Não precisa ser após um gol, basta ter lá a luzinha vermelha ligada para ele dizer isso.
Como também a cada comemoração de gol existir quase que um culto no gramado, tamanha a quantidade de agradecimentos ao céu. Ou quando os jogadores insistem em usar camisetas alusivas às suas igrejas.
E ontem o campo virou uma campanha publicitária, cada jogador defendendo sua igreja. Do "I belong to Jesus" de Kaká ao "I love Jesus" de Lúcio - Luís Fabiano também usava a sua na hora da oração pós-título.
Os jogadores podem e devem agradecer a quem eles quiserem, podem pertencer a quem eles quiserem. Mas que a coisa está confusa e misturada, não há como negar.

3 comentários:
Se o sujeito não pode ver uma câmera que aproveita para passar a sua "mensagem", imagine o que não deve sofrer seu colega de quarto na concentração.
Acredito que são: "cabeças fracas" e são "utilizados" por interesses marketing-religiosos. Abraço Ricardo.
Grande Decião, estou te devendo uma visita. Concordo contigo, e a Fifa parece que também começa a abrir os olhos.
Até mais
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