A história segundo as livrarias
Sou rato de livraria. Passo horas perdido em qualquer uma delas, desde que tenha material para tal. Hoje, poucas se diferenciam, como a Livraria Cultura, cujo acervo é constantemente renovado, sempre também com boas opções de livros em inglês e espanhol.
Pena que parte das livrarias se transformou em mais do mesmo. Prateleiras de bestsellers, lançamentos e autoajuda dominam as redes - tenho preguiça em entrar na Nobel, por exemplo, ela que é a maior rede em número de unidades do Brasil.
Portanto, "Pequeno Guia Histórico das Livrarias Brasileiras", de Ubiratan Machado, torna-se referência para quem gosta do ambiente e do cheiro do livro. Ele traça pequenos cem perfis de livrarias brasileiras, algumas já desativadas, boa parte em funcionamento. Há livrarias de 1750 (Loja de Livros de Manuel Ribeiro dos Santos, em Ouro Preto), de 1797 (Silva Serva, em Salvador), por exemplo.
Cada capítulo abre com a reprodução da placa ou fachada da livraria, um trabalho de artesão para recolher e compilar o material.
Da mesma forma que "Shakespeare & Co.", a biografia da livraria parisiense, este guia é uma celebração. Como restam poucas livrarias independentes, vamos chamá-las assim, descobri-las neste livro é um mergulho histórico, que possibilita entender um pouco mais o país e suas letras.

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