O fim está perto
A internet já detalhou impressões sobre o fechamento de grandes impérios de vendas de CDs - Tower e Virgin, entre elas. Prédios inteiros em liquidação, salas gigantescas com CDs sendo vendidos a troco.
A crise de identidade de indústria musical afetou diretamente as chamadas megastores. O negócio caiu e pouca coisa restou no exterior.
No Brasil, as lojas pequenas e exclusivamente de CDs são raridades. Há cidades onde só é possível comprar CD, ao vivo, nas Lojas Americanas - sabidamente, um lugar que não é dos mais, digamos, ricos em acervo e/ou oferta de lançamentos, restritos, basicamente, a qualquer coisa da Ivete Sangalo, de alguma dupla sertaneja e de trilhas da Globo (novela, claro).
Em São Paulo, parece que ainda há uma resistência. As Grandes Galerias, no centro, insistem em dar uma sobrevida, mas desconfio que seja um fenônemo isolado. As lojas pequenas sumiram, não havia como resistir. Sebos praticamente não aceitam mais CDs para compra, a não ser que você inclua no pacote de livros ou queira trocar.
Museu do Disco, Billbox (resta uma, em um shopping), Hi-Fi, lojas tradicionais sumiram com o passar dos anos. Uma mega, Planet Music, também sumiu já faz tempo. Uma outra, Mirage, que pretendia ser uma espécie de Tower, sumiu.
Então, fora as lojas das GG, o que há, para valer, são grandes redes - Saraiva, Cultura, Fnac. Pois bem, o desmanche começou.
A Fnac inicou uma liquidação de CDs, ainda de forma discreta, mas que é mais um passo ao fim. A loja da avenida Paulista, por exemplo, até dois anos atrás, reservava um espaço enorme para os CDs. No ano passado, mudou a distribuição e reduziu a área. Neste ano, diminuiu mais ainda, deixando o setor desfigurado e quase abandonado. Lançamentos demoram a chegar, o acervo mal é reposto, não há mais achados - agora, restam os importados a preços proibitivos, coisa de R$ 60, R$ 70 para mais.
Costumava perder horas em meio às prateleiras da Fnac, coisa de um andar inteiro, no caso da loja de Pinheiros. Agora, com CDs vendidos a cinco por R$ 50, o fim ganhou mais um passo. Ainda que o estoque colocado na liquidação não seja lá grandes coisas, o passo indica que as cenas presenciadas nos Estados Unidos, principalmente, em breve se repetirão por aqui.
Ah sim, eu ainda compro CDs...

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